
A resposta não era uma cura... Era uma explicação.
- Fabiana de Lima
- 25 de jun.
- 2 min de leitura
Acabei de sair de uma sessão e fiquei pensando em você...
Talvez você tenha recebido um diagnóstico em algum momento da sua vida. Seja um transtorno, uma doença ou alguma outra condição que mudou a forma como você olhou pra si.
E, se isso aconteceu, existe uma pergunta que provavelmente passou pela sua cabeça:
"O que há de errado comigo?"
Essa é uma das perguntas mais humanas que existem.
O curioso é que, muitas vezes, você recebe orientações sobre medicamentos, tratamentos, exames... tudo isso é importante. Mas quase ninguém para para explicar, de um jeito simples, o que realmente acontece dentro do seu corpo.
Não para que você vire especialista.
Mas para que você deixe de se sentir um mistério para si mesmo.
Porque existe uma diferença enorme entre carregar um diagnóstico... e compreender esse diagnóstico.
Quando você entende sua bioquímica, como as micro comunicações nas nossas células e neurotransmissores acontecem, e como elas influenciam nas suas emoções e comportamentos, algo muda.
Você para de pensar que existe um defeito em você.
E começa a perceber que existe um funcionamento.
E foi o que aconteceu hoje, durante uma sessão, quando expliquei acerca da ação de um medicamento no corpo, usando uma metáfora.
Assim que eu terminei de explicar, vi uma expressão que dificilmente vou esquecer. De um olhar que, pela primeira vez, conseguia entender o que acontecia dentro de si sem sentir culpa.
E isso me fez perceber uma coisa.
Às vezes, você não está buscando uma cura imediata.
Você está buscando compreensão.
E talvez esse seja um dos primeiros passos: trocar a pergunta "O que há de errado comigo?" para "O que me faz sentir o que sinto?"
Já sentiu quando a explicação de algo não foi suficiente? Me conta aqui.



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